sexta-feira, 20 de março de 2009

Abertura inscrições Núcleo Experimental do SESI-SP


Luciana Nunes
Supervisora de Atividades
Curso de Dança
Universidade Anhembi Morumbi
E S C R E V E U







clique nas imagens para
 a m p l i a r


Os 20 candidatos selecionados para o Núcleo Experimental de Artes Cênicas em 2008/2009 passaram por um processo de reelaboração conceitual e prática de sua formação, preparando sua contribuição futura para o teatro.

O trabalho realizado no primeiro ano em aulas, encontros e oficinas com profissionais e estudiosos da cena contemporânea, potencializaram o espaço de reflexão, aprofundando e organizando a diversidade de conteúdos trazidos pelos intérpretes e contribuindo com seus temas, técnicas e dinâmicas para a consistência da formação destes jovens.

Já no segundo ano, o Núcleo Experimental será conduzido por um diretor convidado e produzirá um ou mais espetáculos que serão apresentados em espaços do SESI-SP.

Confira as apresentações da primeira etapa do processo de aprimoramento artístico e profissional do Núcleo Experimental - Turma 2008/2009.


O Núcleo Experimental foi criado em 2001 sob a coordenação da diretora teatral Débora Dubois. A primeira turma realizou a montagem do espetáculo Motorboy, escrito pelo dramaturgo Aimar Labaki. A direção foi da própria Débora Dubois.

Em 2002, o diretor convidado a conduzir o Núcleo foi William Pereira. A montagem realizada foi Romeu e Julieta, de William Shakespeare, sucesso de público e crítica. 
Já em 2003, a coordenação do Núcleo, já com novo formato, passou para a professora da Escola de Arte Dramática da USP, Isabel Setti. O resultado deste trabalho foi a apresentação dos espetáculos O Nome, de Jon Fosse, dirigido por Denise Weinberg, e Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo capim, de Newton Moreno e Antônio Rogério Toscano, com direção de Georgette Fadel. 

A seguir, em 2005, baseado na poética e musicalidade do compositor e músico Tom Zé nasceu o espetáculo O que eu entendi do que Tom Zé disse dirigido por Isabel Setti.
Em 2006, o Núcleo apresentou duas produções: B, Encontros com Caio Fernando Abreu, com direção de Francisco Medeiros, e QuemNunca, de Renata Melo. 
No ano passado, além da reestréia de Quemnunca, o público pode conferir o espetáculo Fronteiras, do premiado diretor Newton Moreno, e a peça inédita Caminhos, dirigida por Cristiane Paoli Quito. 

O Núcleo Experimental de Artes Cênicas em 2008/2009 estará sob a direção e o comando do coreógrafo Carlos Martins.




Formado em dança-teatro e na área somática, Carlos Martins foi assistente de Klauss Vianna, coreógrafo e pesquisador somático, e Juliana Carneiro da Cunha, atriz-bailarina, formada na Folkwangschüller (Alemanha), de Kurt Jooss e no Mudra (Bélgica), de Maurice Béjart. Ele se formou, ainda, no Método Pilates (2001) e Eutonia (2007).

Atuou em espetáculos de dança e teatro criados por encenadores voltados à pesquisa cênica, com destaque para Gerald Thomas (Cia. de Ópera Seca), Klauss Vianna, Stephane Dosse (coreógrafo, França), Myrian Muniz (atriz e diretora), Renato Cohen (performance) e Mark Haim (coreógrafo, EUA).

Dirigiu espetáculos de dança-teatro a partir de textos de filósofos franceses como Simone Weil e M. Merlau-Ponty, e montagens teatrais dos dramaturgos Nelson Rodrigues e Michel de Ghelderode. Fez o treinamento corporal para mais de 50 espetáculos de dança e teatro.
É professor do Curso Superior Dança e Movimento, da Universidade Anhembi Morumbi, nas disciplinas Estudos Coreográficos e Dança-Teatro; e do CGPA, Método Pilates. 

Ele, que já foi membro da Cooperativa Paulista dos Bailarinos-Coreógrafos (CPBC) e presidente da entidade na gestão 97/98, foi bolsista pela Fundação Vitae no Seminário Internacional de Danza (Argentina/98) e premiado com a Bolsa Vitae de Artes/Dança (2001). Além disso, obteve premiações pelo SESC - Movimentos de Dança (1998) e pela Funarte, na Caravana de Circulação Regional (2004). 

Seu repertório como diretor e coreógrafo conta com montagens: Diva em Dívida, de Carlos Martins; Era uma vez alguém e, um instante depois, não há mais ninguém, do Teatro da Ingenuidade; Veneza Afunda, de Carlos Martins; Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues; Para Esquecer um grande amor, de Carlos Martins; e Corpo Jubiloso, Carne Selvagem, de Carlos Martins e Carmem Gomide. E, como dramaturgo, há dois trabalhos: Florbela, de Alcides Nogueira com direção de Cibele Forjaz, e O Diário de um Mago, de Paulo Coelho com direção de Paulo Trevisan.




saiba mais